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Jornada TEA🔍

Como emitir a CIPTEA?

Carteira de Identificação da Pessoa com TEA: como emitir em cada estado.

Como emitir a CIPTEA por estado

Escolha seu estado para ver informações específicas.

Abrir ferramenta →

A CIPTEA, Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, foi criada pela Lei nº 13.977/2020 (Lei Romeo Mion) e é gratuita, inclusive a segunda via. Serve para comprovar a prioridade em filas, guichês e assentos sem precisar carregar o laudo, agilizar atendimentos e identificar a pessoa e o responsável numa emergência. Como o autismo não é visível, a carteira evita boa parte dos constrangimentos e discussões que as famílias relatam.

Dois pontos costumam confundir. A CIPTEA não é condição para nenhum direito: quem não tem a carteira continua com todos eles, comprovados por laudo. E ela não substitui o laudo em procedimentos com regras próprias, como BPC, plano de saúde ou isenção de IPI.

Por onde começar

Leia o que é a CIPTEA e como emitir. Ele traz os documentos que os órgãos costumam pedir, o passo a passo do requerimento, a validade de 5 anos e o que fazer se o seu município ou estado ainda não emite.

Em seguida, escolha o seu estado na lista acima ou abra a ferramenta CIPTEA por estado. A emissão é feita por órgãos estaduais e municipais, em geral secretarias de direitos humanos, de assistência social ou da pessoa com deficiência, e cada um define se o pedido é on-line ou presencial.

Antes de pedir, confira

  • Relatório ou laudo médico com CID (CID-11 6A02 ou CID-10 F84.x), com assinatura e CRM. Alguns órgãos exigem documento recente, por exemplo dos últimos 12 meses. Se o laudo não traz o CID, peça o complemento ao médico; o guia laudo médico para TEA mostra o que mais conferir.
  • Documento de identidade e CPF da pessoa com TEA e do responsável, comprovante de residência e foto 3x4.
  • Comprovante de tipo sanguíneo, se o órgão pedir: essa informação aparece na carteira.

Quando algo dá errado

Se o prazo informado passou, cobre pela ouvidoria do órgão. Se o município não emite, verifique o estado, que é o caminho mais comum. Se nenhum dos dois emite, a lei prevê a inclusão da informação no RG, e o Ministério Público pode ser acionado para cobrar a implementação. Enquanto isso, o laudo continua valendo para o atendimento prioritário. Nenhum órgão pode cobrar taxa.

Próximos passos

  • Guarde o número da carteira: a renovação, a cada 5 anos, mantém o mesmo número.
  • Veja como a prioridade funciona na prática, inclusive para o acompanhante, em benefícios e isenções.
  • Para o conjunto dos direitos que a carteira ajuda a exercer, leia o guia completo de direitos.

Guias deste tema

Perguntas frequentes sobre ciptea

A CIPTEA é obrigatória para ter os direitos da pessoa com TEA?

Não. Os direitos decorrem da lei e da condição de pessoa com deficiência (Lei nº 12.764/2012, art. 1º, § 2º), e o laudo médico continua sendo prova válida. A CIPTEA existe para facilitar a identificação e o atendimento prioritário sem precisar mostrar o laudo a cada situação. Ela é gratuita e vale em todo o território nacional.

Onde eu emito a CIPTEA?

A lei atribui a emissão aos órgãos estaduais, distritais e municipais responsáveis pela política da pessoa com TEA. Na prática, a maioria dos estados tem um serviço on-line (por exemplo, SP pelo ciptea.sp.gov.br e Poupatempo; MG pelo Portal MG; PR pelo carteiradoautista.pr.gov.br; RS pela FADERS; SC pela FCEE) e várias prefeituras emitem a carteira localmente. Consulte a ferramenta CIPTEA por estado para o caminho do seu caso.

Qual é a validade da CIPTEA e como renovar?

A CIPTEA tem validade de 5 anos, conforme a Lei nº 13.977/2020, e deve ser renovada mantendo o mesmo número de identificação. A renovação é feita no mesmo órgão emissor (estadual ou municipal), em geral pelo mesmo sistema on-line, e costuma exigir a atualização dos dados cadastrais e, em alguns estados, laudo atualizado. Anote a data de emissão para não ficar com o documento vencido.

Aviso importante

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica, psicológica ou jurídica. Procure um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento.