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Jornada TEA🔍

Quais são os direitos escolares da criança com TEA?

Matrícula, acompanhante, adaptação e inclusão.

A escola, pública ou privada, é obrigada a matricular o aluno com TEA e a oferecer os apoios de que ele precisa para aprender junto com a turma. A Lei nº 12.764/2012 pune com multa o gestor que recusa a matrícula, e a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) proíbe a escola privada de cobrar valor adicional por adaptações ou profissional de apoio. Na prática, as recusas raramente são diretas: "não temos estrutura", "as vagas de inclusão acabaram" ou "melhor procurar uma escola especializada" também são recusas e devem ser registradas por escrito.

Por onde começar

  1. Direitos na escola: matrícula, acompanhante e adaptações é o guia de referência. Traz a base legal numa tabela, explica o atendimento educacional especializado (AEE) e o plano individualizado, que muitas escolas chamam de PEI, e mostra a ordem de quem procurar quando a escola não cumpre: Secretaria de Educação, Conselho Tutelar, Ministério Público, Defensoria e, na rede privada, também o Procon.
  2. Profissional de apoio, acompanhante especializado e AT resolve a confusão de nomes. São três figuras diferentes, com base legal e pagador diferentes: as duas primeiras são obrigação da escola; o acompanhante terapêutico é contratado pela família ou coberto pelo plano quando prescrito. Saber qual pedir evita aceitar um "traga o seu AT" no lugar do apoio que a escola deve oferecer.

O laudo é obrigatório?

Não como condição de matrícula nem de atendimento educacional. A orientação do MEC é que o AEE é pedagógico e que o laudo é um documento complementar. Mesmo assim, laudo e relatórios dos terapeutas ajudam muito a definir o apoio, principalmente quando é preciso demonstrar a "comprovada necessidade" de acompanhante. Veja o que o laudo deve conter.

Adaptações que a família pode pedir

Apoios visuais e rotina previsível, redução de estímulos, tempo adicional em provas, avaliação em formato alternativo, comunicação alternativa e conversa regular entre professores e terapeutas. Pedidos concretos para questões sensoriais (lugar longe de portas e ventiladores, pausas, fone) estão em sensibilidade sensorial, e o uso de pranchas e aplicativos em sala, em comunicação alternativa.

Próximos passos

  • Faça os pedidos por escrito, com protocolo, e peça a resposta também por escrito.
  • Solicite uma reunião para montar ou revisar o plano individualizado junto com a família.
  • Siga a jornada direitos na escola, que organiza os pedidos em etapas.
  • Na adolescência, comece cedo a planejar o fim da escola: veja autismo na adolescência.

Guias deste tema

Perguntas frequentes sobre escola

Meu filho tem direito a acompanhante na escola?

Sim, quando comprovada a necessidade. A Lei nº 12.764/2012, art. 3º, § 1º (antigo parágrafo único), garante à pessoa com TEA incluída em classe comum o direito a acompanhante especializado, e a Lei nº 13.146/2015 prevê o profissional de apoio escolar. A necessidade deve constar no laudo ou em relatório da equipe, e a escola (pública ou privada) não pode repassar o custo à família.

Quais adaptações a escola deve oferecer?

A escola deve oferecer atendimento educacional especializado (AEE) e adaptações razoáveis: plano educacional individualizado, tempo extra em avaliações, materiais adaptados, redução de estímulos, comunicação alternativa e flexibilização de conteúdo, conforme a LDB (Lei nº 9.394/1996) e a Lei nº 13.146/2015. Peça reunião com a coordenação e registre por escrito o que ficou combinado.

A escola pode recusar a matrícula ou cobrar mais caro?

Não. Recusar matrícula em razão da deficiência é crime (Lei nº 7.853/1989, art. 8º, I, com redação da Lei nº 13.146/2015), e a LBI (art. 28, § 1º) proíbe escolas privadas de cobrar valores adicionais por isso. A Lei nº 12.764/2012, art. 7º, prevê multa ao gestor escolar que recusar aluno com TEA. Se acontecer, peça a recusa por escrito e procure a Secretaria de Educação, o Procon, o Ministério Público ou a Defensoria.

Aviso importante

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica, psicológica ou jurídica. Procure um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento.